Produção

Trabalhos

Sopro

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Foto: Carol Peres

Uma das questões essenciais que se coloca na atualidade são as nossas fontes energéticas. As obras no campo da arte-tecnologia podem incorporar de certa maneira essa discussão e preocupação. Nesse sentido as obras que necessitam de energia podem buscar energias alternativas, como manifestação mais ecológica. É nesse contexto que surge a obra, “Sopro”, buscando a poética na própria tecnologia e sua relação com o ser humano.
Trata-se de um sistema que envolve a participação dos interatores a partir do ato de soprar. O sopro é a “fonte energética” para a ativação da obra. Assim, a questão da energia em “Sopro” está presente em vários aspectos.
Do ponto de vista da criação, buscou-se a possibilidade de transparecer a tecnologia na estrutura, de forma a construir a poética, permitindo que o interator compreenda o resultado de sua ação no processo e ao mesmo tempo permita discutir as questões tecnológicas em contexto ambiental. Alguns dos elementos envolvidos na obra:
Água: água está presente na obra, pois é um elemento que está sempre relacionada à vida. O movimento das esferas, provocado pela vibração do motor, produz um movimento na água, dando sinal de vida. Por outro lado, a dificuldade encontrada para captar a sútil movimentação do vibrador, encontrou na água tanto uma solução técnica, como poética.
Esfera: Nesse sentido a esfera é a forma adotada na obra, como referência às células, que também representam vida, e energia. A estrutura da obra está formada por um sistema de esferas, interligadas como em uma estrutura fractal, onde a energia está presente em cada uma, e ao mesmo tempo são todas elas que produzem a energia da obra.
Tecnologia: O uso de um sistema tecnológico simples, composto por um cata-vento, um motor retirado de um leitor de CD, DVD, e um motor vibrador de um celular reaproveitado, são apresentados de forma visível propositalmente para que o público perceba a simplicidade de como o sopro energiza o motor vibrador, fazendo com que a esfera que o contém se movimente.
Coletivo: Embora haja a possibilidade de um único sopro potente provocar o movimento da esfera-célula na água, é o sopro coletivo que vai permitir mais facilmente o seu movimento. As quatro esferas com os cata-ventos apontam para a participação coletiva.

Vídeo Sopro

 

Toque

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Foto: Carol Peres

A obra “Toque” (2017), trabalha com uma poética em torno de questões como a sustentabilidade e geração de energia limpa, por meio do uso de “simples” dispositivos técnicos que geram a energia elétrica necessária para as dinâmicas interativas da obra. Nesta proposta, o calor das mãos do público em contato com pastilhas Peltier produzem uma corrente elétrica capaz de ativar motores vibradores que vivificam a obra.

O toque das mãos tem uma simbologia na cultura relacionada à vários aspectos sejam ficcionais ou reais. Dos contos literários à medicina o toque das mãos provoca transformações e dá vida aos elementos. No campo da Arte as mãos estão sempre presentes não só como imagens, como na obra de Michelangelo Buonarroti, “A criação de Adão”, na qual Deus através de um toque de dedos com Adão, lhe dá vida, mas também a própria mão do público sendo requisitada pela obra, como nos trabalhos participativos de Lygia Clark, o toque da mão está presente. Na arte interativa então, a mão, seja através de um gesto ou de seu toque, é sempre requisitada.

Esta obra busca explorar a possibilidade de geração de energia, a partir do corpo humano. Utilizam-se dispositivos tecnológicos capazes de produzir a energia elétrica necessária para a produção das dinâmicas interativas da obra. São componentes simples de funcionamento, que constituem a estrutura visível do sistema contribuindo para a poética da obra. “Toque” lida com fontes de vitalidade, entendendo o visitante como fonte de energia vital, fundamental para que a interação com a obra se efetive: o calor do toque das mãos.

A interação do público acontece com a imposição das mãos sobre as pastilhas termoelétricas. As imagens das veias das mãos impressas
no acrílico, direciona o público a colocar as mão sobre as pastilhas, produzindo o gesto necessário para a interação. Ao mesmo tempo
que o público dá calor à obra com sua mão, este sente a vibração e o som do motor vibrador, como sinal de vida da obra.

Vídeo Toque

 

 

Eventos

Organização/Colaboração

2013

Agosto

4º Encontro Internacional de Grupos de pesquisa: “Convergências entre Arte, Ciência e Tecnologia & Realidades Mistas”Grupo cAt – ciência/Arte/tecnologia, Instituto de Artes da Unesp, São Paulo, Brasil.

 

2012

Abril

1º Encontro de Arte e Tecnologia da UFABC, Núcleo de Ciência, Tecnologia e Sociedade (NCTS)/Grupo cAt – ciência/Arte/tecnologia, UFABC, Santo André, Brasil.

 

Participação

2012

Novembro

 Encontro Internacional de Grupos de pesquisa: “Convergências entre Arte, Ciência e Tecnologia & Realidades Mistas”Grupo Realidades das realidades tangíveis às realidades ontológicas e seus correlatos, Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

2011

Setembro

Encontro Internacional de Grupos de pesquisa: “Convergências entre Arte, Ciência e Tecnologia & Realidades Mistas”, Grupo GIIP – Grupo Internacional e Interinstitucional de Pesquisa em Convergências entre Arte, Ciência e Tecnologia, Instituto de Artes da Unesp, São Paulo, Brasil.

2010

Agosto

I Encontro de Realidades Mistas:: realidade aumentada, games e outras imagens, Grupo de Pesquisa Realidades, Escola de Comunicações e Artes da USP, São Paulo, Brasil.

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Publicações:

Issuu.com:  http://issuu.com/grupocat

Artigos

CONCEIÇÃO, Rosângela Ap. Soft Borders foi o 4o Congresso & Festival do Upgrade! International Network. Projeto Panorâmicas 360º. 2010. (p.181-186)

SOGABE, Milton. Artech 2010: envisioning digital spaces / 5th International Conference on Digital Arts. Materialização e virtualização nas mídias. 2010. (p. 101-107)

SOGABE, Milton. 19º Encontro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas. Materialização e virtualização nas mídias. 2010. (p. 1589-1603)

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Mostras – Integrantes

2011

Março

Rosângela Ap:: Micro², Galleria L´Acanto, Milão, Itália.

Fevereiro

Rosângela Ap:: Micro², Associazione Circuiti Dinamici, Milão, Itália.

Janeiro

Fernando Fogliano::  Troyart International Exhibition, MuBE – MUSEU BRASILEIRO DA ESCULTURA, São Paulo, Brasil.

2010

Dezembro

Rosângela Ap:: Micro², Polaroid album, Online.

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